sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Cinquenta Tons de Cinza- Resenha

 Atenção esse texto possui SPOILER!
Li esse livro por pura curiosidade. Apesar dele ser taxado de literatura adulta, eu achei que era um livro voltado para o publico adolescente com partes impróprias misturadas por causa do vocabulário usado pela autora. Se você separar essas partes de sexo, restará um romance sem noção que dificilmente existiria na vida real.
A historia é narrada por uma jovem inexperiente chamada Anastácia Steel. Ela vai entrevistar um magnata de apenas 27 anos chamado Cristhian Grey para um jornal da escola no lugar de sua amiga. A garota fica encantada de cara com suas qualidades. Ele é extremamente rico, lindo e sensual. Os dois se esbarram algumas vezes até finalmente irem pra cama. Só que há uma revelação: Anastácia é virgem. Mas isso não impede do sexo rolar. Ela fica muito envolvida com Grey mas este revela que gosta é de sado masoquismo e de ser o dominador. Ele oferece uma proposta para que a garota seja mais uma de suas submissas e tem até um contrato para que ela assine se comprometendo a cumprir todas as ordens que vão desde depilação no lugar escolhido por ele a compras quando ele achar conveniente. Mesmo sem saber se terá maturidade suficiente para fazer isso, Anastácia aceita esse contrato, o que acontece na metade do livro. Um texto construído com diálogos pobres e as vezes repetitivos a historia segue de uma forma absurda. Não entendo como alguem pode se apaixonar por uma pessoa tão perturbada e inconstante como esse Sr. Grey.
O final é muito brochante e completamente sem noção, já que Anastácia esta ciente dos prazeres que Grey pratica. Ela recebe uma surra (sua segunda) e de repente percebe que não consegue mais levar esse tipo de vida sexual e ela decide terminar sei lá o quê que eles dois tem um com o outro.
Li esse livro com muito sofrimento e do fundo do meu coração não indico essa leitura a ninguém.Sugiro que você vá fazer tricô ou plantar uma árvore ou até mesmo escrever um livro melhor que esse...




Cinquenta Tons de Cinza
Cinquenta Tons de Cinza
Autor:  E. L. James
Editora: Intrinseca
Categoria: Literatura estrangeira
Valor: R$29,90

Um dia no Rio.


 
Acordei cedo numa manhã clara de domingo. Planejei passar esse último dia de viagem o maior tempo fora de casa para poder conhecer alguma coisa já que fazia um tempo bom. Estava na casa da minha tia que fica em Pilares, zona norte porque na noite anterior tive uma festa de comemoração do aniversário do meu tio Davis (motivo da minha viagem), então dormi por lá para facilitar. Peguei o metrô vazio e parti para Copacabana onde estava hospedada. O meu dia estava programado em andar pelos bairros do Leblon e Ipanema e depois ir visitar o cristo no Corcovado. Um passeio tipicamente turístico.
Primeira parada foi em uma feira hippie muito famosa em Ipanema e sempre cheia de turistas. Sinceramente eu achei que ainda estava em Fortaleza. Os produtos são iguais aos que vendem na feira da Beira-mar. A diferença é que nas blusas estava escrito "I love Rio".
Na praia de Ipanema fiquei deslumbrada com tamanha beleza e eu não consegui fingir que não amava cada coisa que via. As pessoas ao meu redor curtiam a praia e andavam de bicicleta de uma forma tão natural que me deu até inveja. Como é possível se acostumar com aquela vista? Vou demorar a entender.
Andando pelo Leblon não tive como evitar de  me sentir uma personagem das novelas do Manuel Carlos. Uma Helena perdida e fascinada nas ruas largas do bairro e a todo momento me controlando para não acelerar esse passeio (tenho uma mania terrível de andar rápido).
Finalmente chegou a hora de ir ao Corcovado. Pegamos um ônibus junto com um grupo do Rio Grande do Sul e quando chegamos uma forte neblina pousou e o cristo ficou invisível. Uma pena mas já estava lá fui até o fim mesmo ciente que não veria nada.
Nunca tinha ido em um monumento conhecido mundialmente aqui no Brasil e a mistura de línguas ao meu redor foi um pouco estranho. Tinha gente de tantos lugares diferentes e senti pela primeira vez que o mundo é globalizado, era o que a minha antiga professora de geografia sempre repetia em suas aulas.
As horas voaram e o sentimento de saudade já estava enorme antes mesmo de partir. O Rio deve ter mais a oferecer do que só esses pontos turísticos e eu pretendo voltar em breve.